quarta-feira, 21 de abril de 2010

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Foi como me perder em um caminho sem volta, chegar a uma rua sem saída e não ter como voltar. Era assim que eu me sentia quando olhava nos olhos dele, como se não tivesse o controle da situação, como se o tempo parasse e os minutos durassem dias. E era tudo que eu mais gostava - ficar daquele jeito - apenas dentro de seu olhar sem precisar usar uma palavra, sem precisar fazer mais nada. Era como se ele fosse parte de mim e eu dele. O modo como à gente se enxergava, o modo como tudo acontecia. E quando ele tocava em mim eu me sentia tão bem, sempre tão delicado, sempre com tanto respeito. E foi tão bom, que quando voltamos ao mundo, era como se estivéssemos diferentes, com algo a mais dentro de nós. E eu não sei ele, mas naquele momento eu soube uma parte dele havia fixado em mim. E eu não sabia se tinha mais volta.

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